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Ideologia de Género [Sexo]

A Ideologia de Género [SEXO] desintegra a família para parir um ser solitário e sem raízes: o consumidor e súbdito perfeito.

Ideologia de Género [Sexo]

A Ideologia de Género [SEXO] desintegra a família para parir um ser solitário e sem raízes: o consumidor e súbdito perfeito.

19.Jul.19

O MUNDO SEGUNDO BELLA ABZUG

Ainda que a media se concentre na Conferência, é na Conferência Preparatória que o verdadeiro trabalho é realizado. Idealmente, as equipes das Nações Unidas gostariam de ver todos os problemas controvertidos solucionados antes que as câmaras sejam ligadas.

Quando a Conferência Preparatória para Pequim se reuniu, em Março de 1995, em Nova Iorque, o rascunho da Plataforma de Acção já tinha sofrido numerosas alterações. Supunha-se que os delegados deveriam ter recebido as cópias da mais nova versão da Plataforma no dia 1 de Fevereiro, mas o texto não-oficial não se tornou disponível antes do dia 17. Os participantes só receberam o texto oficial, de 70 páginas e 246 parágrafos, no dia 27 de Fevereiro, dezasseis dias antes da data para a qual estava agendada a Conferência Preparatória. Os que haviam tentado preparar-se com antecedência, estudando os rascunhos anteriores, descobriram que todo o seu trabalho havia sido em vão. O texto havia sido radicalmente alterado e totalmente renumerado. Os representantes dos governos pró-família e as ONGs pró-família encontraram muitas áreas de preocupação. Mesmo depois da Conferência Preparatória já haver começado, eles ainda estavam descobrindo potenciais bombas de efeito retardado dentro do texto. Mais preocupante ainda era o que não estava lá. O rascunho da Plataforma ignorava as necessidades das mulheres que trabalham no lar e não tinha nada de positivo a dizer sobre casamento, vida familiar, maternidade, direitos paternos, ou religião. Para complicar ainda mais o processo, as traduções para o espanhol e o francês ocultavam a agenda anti Família.

Ademais, muitos dos delegados não tinham familiaridade com as implicações ideológicas das palavras inglesas. Os leitores de língua não inglesa tinham que se valer dos dicionários, os quais raramente apresentavam as novas definições inventadas pelas feministas desconstrucionistas pós-modernas, se é que alguma vez chegaram a fazê-lo. Marta Lorena Casco, representante de Honduras, queixou-se de uma “agenda oculta” e acusou o quadro das Nações Unidas de “manipular eufemismos para rascunhar um texto para o qual somente eles tinham o único dicionário”.

Muitos dos delegados e membros das ONGs chegaram exaustos a Nova Iorque. Eles haviam passado o mês de Janeiro em Nova Iorque, na Conferência Preparatória da Cúpula Social, o mês de Fevereiro em Copenhaga na própria Cúpula Social, e agora estavam voltando a Nova Iorque, para a Conferência preparatória de Pequim. Alguns haviam voado directamente de Copenhaga para Nova Iorque, sem regressar a casa para um descanso. Já a WEDO e as suas aliadas vinham plenamente preparadas e prontas para se opor a todas as emendas pró-família e impor a sua própria agenda.

Somente poucos grupos pró-família possuíam recursos para enviar representantes para todo o encontro, que se arrastou por quase quatro semanas. Alguns vinham para períodos mais curtos de tempo. Um número maior de pessoas tinha intenção de vir, mas, no último minuto, grande número de grupos pró-família, que se haviam inscrito para receberem o status de ONG, tiveram inexplicavelmente negado o seu credenciamento.

Os participantes pró-família, na Conferência Preparatória para Pequim, renovaram as amizades feitas no Cairo e organizaram-se a si mesmos como a Coalizão pela Mulher e pela Família. Para a Coalizão, a ameaça imediata era a linguagem sobre a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos e os direitos dos pais. Poucos estavam preocupados com o uso repetido da palavra ‘género’ no rascunho, ou com as constantes referências à “incorporação da perspectiva de género”, “análise de género”, “aspectos de género”, “conceito de género”, “sensibilidade de género”, “papéis de género”, etc.. A maioria dos delegados e das ONGs pró-família, na verdade, supunha que “género” era um substituto mais elegante para “sexo”.

A preocupação, porém, foi suficiente para que a Coalizão preparasse e distribuísse um bilhete, no qual podia ser lido, entre outras coisas:

“O que é ‘perspectiva de género’?

‘Perspectiva de género’ pode ser um termo estranho para alguns delegados. Não significa ‘compromisso para com os direitos da mulher’, nem oposição à discriminação por questão de sexo’.

Significa enxergar tudo como uma batalha de poder entre homens e mulheres. Cada problema é analisado em termos de como as diferenças entre homens e mulheres são a causa do problema.

As diferenças estatísticas entre homens e mulheres são vistas como a prova de um complô contra as mulheres. Todo o sofrimento das mulheres é, de alguma maneira, culpa dos homens”.

Em resposta às questões sobre a definição de género, a coordenação da Conferência divulgou a seguinte definição:

“Género refere-se às relações entre homens e mulheres com base em papéis socialmente definidos que são atribuídos a um ou outro sexo”.

 

Em vez de resolver o problema, esta definição só serviu para criar mais confusão. O delegado de Malta expressou reservas sobre a definição proposta. Como advogado, ele não conseguia compreender como é que leis poderiam ser escritas sobre relacionamentos com base em papéis socialmente definidos. As leis, insistia ele, devem referir-se a seres humanos masculinos e femininos. Diversos delegados começaram a colocar entre chaves a palavra género cada vez que ela aparecia no texto.

A reacção à sugestão de que ‘género’ fosse chaveado {…} foi rápida e beligerante. Ela revelou que aqueles que estavam preocupados com as implicações ideológicas da palavra género tinham, de facto, subestimado a importância deste termo. No dia 3 de Abril, Bella Abzug condenou as tentativas de pôr a palavra entre chaves até que se pudesse chegar a um consenso sobre a sua definição:

 

“Nós não seremos forçadas a retroceder para o conceito de que ‘a biologia é o destino’ que procura definir, confinar e reduzir as mulheres às suas características sexuais físicas”.

 

Os delegados da Conferência preparatória estavam chocados pela acusação de que definir género como sinónimo de sexo fosse uma tentativa de confinar ou reduzir as mulheres às suas características físicas sexuais. Bella insistia que a definição “feminista” de género era universalmente compreendida e aceita, o que certamente não era o caso:

“O conceito de género está incorporado no discurso contemporâneo social, político e legal [...] O significado da palavra género evoluiu e diferenciou-se da palavra sexo para expressar a realidade segundo a qual o status e os papéis das mulheres e dos homens são socialmente construídos e passíveis de modificação”.

Ainda de acordo com Bella,

“a introdução da perspectiva de género em todos os aspectos das actividades da ONU é dos principais compromissos aprovado pelas conferências anteriores e deve ser reafirmado e fortalecido nesta Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres”.

 

Os delegados, muitos dos quais haviam estado presentes a conferências anteriores da ONU, começaram a revirar os documentos da organização em busca de alguma evidência de que eles haveriam aprovado uma definição de género como “papéis socialmente construídos que pudessem ser modificados”.

Encontraram a Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948, que se havia referido a ‘sexo’, mas não a ‘género’. Nas Estratégias para o Avanço, de 1985, em Nairobi, utilizou-se a palavra ‘sexo’ e o texto referia-se às “perspectivas das mulheres”. Em 1993, a Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres havia utilizado a palavra género diversas vezes, mas não havia nenhuma sugestão de uma nova definição. Nem mesmo os participantes no Cairo tinham tido consciência de qualquer nova definição.

Ao usar da palavra, a Sra. Abzug insistiu que a sua definição de género era inegociável:

“A tentativa corrente de muitos Estados Membros de expurgar a palavra ‘género’ da Plataforma de Acção e substituí-la pela palavra ‘sexo’ é uma tentativa insultuosa e degradante de reverter os avanços realizados pelas mulheres. Nós não nos voltaremos a subordinar a papéis inferiores”.

Os delegados não estavam interessados em empurrar as mulheres de volta para “papéis subordinados inferiores”. Eles só queriam entender o que é que a palavra género significava antes de aprovar um texto em que a palavra aparecia mais de duzentas vezes.

 

A AGENDA DE GÉNERO

Redefinindo a Igualdade, Condensado da obra de Dale O’Leary “The Gender Agenda” 1997, Vital Issues Press, Lafayette, Lousiana

 

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