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Ideologia de Género [Sexo]

A Ideologia de Género [SEXO] desintegra a família para parir um ser solitário e sem raízes: o consumidor e súbdito perfeito.

Ideologia de Género [Sexo]

A Ideologia de Género [SEXO] desintegra a família para parir um ser solitário e sem raízes: o consumidor e súbdito perfeito.

19.Jul.19

FEMINISMO REALMENTE RADICAL

Engels não foi o único marxista que influenciou o pensamento feminista. O marxista italiano António Gramsci é frequentemente citado pelas feministas radicais. Gramsci, que foi preso nos anos 30 por causa das suas opiniões, acreditava que a revolução tinha falhado na Itália porque as pessoas se agarraram à sua fé religiosa. Ele acreditava que a revolução falhou em ganhar apoio popular porque as pessoas estavam presas a “ideias hegemónicas”. De acordo com Gramsci, os valores religiosos são apenas instrumentos dos capitalistas para manter os operários na linha. Esse tema foi adoptado pela socialista lésbica Christine Riddiough, que argumenta que a família é o instrumento que a “classe dominante” usa para suprimir a sexualidade feminina. Deve mencionar-se que Christine Riddiough é a presidente da Comissão Feminista de Socialistas Democratas da América [DSA Feminist Commission], um grupo bastante activo na ONU e na Conferência do Cairo. Riddiough acredita que a questão lésbica pode ser usada contra a ideia “hegemónica” da família como algo natural:

“A cultura gay/lésbica pode também ser vista como uma força subversiva, capaz desafiar a natureza hegemónica da ideia de família. Isso deve, contudo, ser feito de modo que as pessoas não percebam estamos a fazê-lo por oposição à família em si mesma. Um simples slogan no sentido de ‘esmagar a família’ pode ser visto como uma ameaça, não apenas para a classe dominante, mas também para as pessoas da classe operária. Para que a natureza subversiva da cultura gay seja usada com eficiência, temos que apresentar modos alternativos de compreender as relações humanas”.

Os autores que tentam explicar o actual estado do pensamento feminista enfrentam uma tarefa difícil. A teoria feminista é essencialmente instável. Este facto pode representar um desafio para os estudiosos do feminismo, mas não é um problema para as teóricas feministas. As feministas radicais de género acreditam que se os homens fizeram a história, a ciência e a religião para oprimir as mulheres, então as mulheres precisarão refazê-las para alcançar a libertação. Para elas, portanto, a questão não é se “mulher, homem, maternidade, paternidade, masculinidade, feminilidade, heterossexualidade e casamento são realmente papéis de género socialmente construídos”, mas se, em vez disso, “chamar a estas coisas papéis de género socialmente construídos serve os nossos objectivos políticos”.

As feministas académicas abraçaram a teoria pós-moderna desconstrutiva, que afirma que a linguagem consiste apenas em palavras que impõem uma estrutura arbitrária sobre objectos individuais, mas não têm nenhum significado ou relação intrínseca. As palavras são desconstruídas quando se prova que uma palavra serve a um propósito político, dando poder a um grupo sobre outro. De acordo com a teoria desconstrutiva, uma vez que a palavra seja despojada de seu poder, as pessoas são libertadas. A realidade atrás das palavras é ignorada. No fim, tudo pode ser desconstruído.

Judith Butler, em seu livro “O Problema do Género: Feminismo e Subversão da Identidade”, sugere que se o género é socialmente construído, talvez o sexo também seja socialmente construído:

“A distinção entre sexo e género serve ao argumento segundo o qual o género é culturalmente construído. Portanto, o género não seria nem o resultado causal do sexo nem seria aparentemente fixo como o sexo. Se o género são os significados culturais que o corpo sexuado assume, então não se pode dizer absolutamente que o género seja consequência do sexo.

Além disso, mesmo que, em sua morfologia e constituição, os sexos pareçam ser binários (algo que questionaremos mais adiante), não há razão para presumir que os géneros devam também continuar a ser dois. Quando o status construído do género é teorizado como radicalmente independente do sexo, o género torna-se uma artificialidade livremente flutuante. A consequência é que homem e masculino podem facilmente significar tanto um corpo feminino como um corpo masculino, e mulher e feminino podem significar tanto um corpo masculino como um corpo feminino.

Se o carácter imutável do sexo for contestado, talvez esta construção chamada ‘sexo’ seja tão culturalmente construída como ‘gênero’; na verdade, talvez ela já tivesse sido sempre ‘género’, com a consequência de que a distinção entre sexo e género termine por não ser distinção alguma.”

Em outras palavras, de acordo com Butler, dividir a humanidade em dois sexos é tão arbitrário quanto atribuir às pessoas papéis de género, o que não deveria ser feito.

Lendo o livro de Butler e outros trabalhos desta área, uma possível conclusão seria que toda esta teoria desconstrutiva pós-modernista não passaria de uma fachada para promover a ideia de que a homossexualidade seria tão natural quanto a heterossexualidade, já que “natural” seria uma ideia hegemónica criada pela classe dominante para oprimir as restantes. Peter Beckman e Francine D’Amico propõem a ideia de que as etiquetas mulheres e homens criam seres fictícios e perpetuam desigualdades:

“A concepção de género-como-poder permite-nos dar mais um passo: sugerir que o nosso modo de pensar e falar sobre os humanos é baseado no poder. Os próprios termos ‘mulheres’ e ‘homens’ são um reflexo desse poder. Etiquetar os indivíduos como ‘mulheres’ (ou ‘homens’) é o exercício do poder, pois o rótulo cria para os seres humanos um conjunto de expectativas sobre o que eles são, o que não são, e que variedade de escolha está disponível para eles. O género-como-poder argumenta que as mulheres e os homens se fazem, não nascem. São criados por aquelas etiquetas. Etiquetas que abrem algumas portas e fecham outras. Etiquetar cria um ser fictício [...] e perpetua desigualdades, porque quando os humanos carregam uma etiqueta, têm mais direitos e privilégios do que aqueles que carregam outra etiqueta”.

As feministas radicais e de género começaram pela análise marxista, mas moveram-se numa direcção completamente diferente dos marxistas económicos e políticos. Elas não trabalham para uma revolução comunista, mas para uma revolução cultural. Querem derrubar a família, não o estado. Os seus inimigos não são os capitalistas burgueses, mas os “puritanos”, os “fundamentalistas”, a “direita religiosa” e a “Santa Sé”. Promovem a vitimização, a criação de novas classes de “oprimidos”. Declaram-se defensoras da justiça e da equidade, mas o seu estilo de justiça e equidade só se aplica aos “oprimidos”. Ademais, quando essas neo-marxistas alcançam posições de poder, raramente respeitam os direitos daquelas que discordam delas.

Numerosas vozes se têm levantado contra o espírito totalitário da esquerda neo-marxista politicamente correcta. A compaixão não é o que motiva a esquerda, que esquece o sofrimento humano que as suas gerações causaram. O que motiva a esquerda é a Ideia totalitária: a Ideia que é mais importante do que a própria realidade. O que motiva a esquerda é a Ideia do futuro no qual tudo estará mudado e tudo terá sido transcendido. O futuro no qual o presente já estaria aniquilado, e no qual a sua realidade não mais existiria.

 

A AGENDA DE GÉNERO

Redefinindo a Igualdade, Condensado da obra de Dale O’Leary “The Gender Agenda” 1997, Vital Issues Press, Lafayette, Lousiana

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