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Ideologia de Género [Sexo]

A Ideologia de Género [SEXO] desintegra a família para parir um ser solitário e sem raízes: o consumidor e súbdito perfeito.

Ideologia de Género [Sexo]

A Ideologia de Género [SEXO] desintegra a família para parir um ser solitário e sem raízes: o consumidor e súbdito perfeito.

19.Jul.19

A NÃO DEFINIÇÃO DE GÉNERO

Em abril de 1995, quando a Conferência Preparatória para Pequim terminou, o rascunho ainda estava fortemente chaveado e a palavra ‘género’ ainda não havia sido definida. Um grupo de contacto foi agendado para se reunir no dia 15 de Maio com a finalidade de discutir uma definição. O intervalo proporcionou ao Estabelecimento de Género o tempo necessário para poderem pressionar os países pobres pró-família para que não aceitassem a definição pró-família de género como referindo-se a dois sexos.

A Coalizão pelas Mulheres e pela Família tentou influenciar os delegados para o grupo de contacto com bilhetes e informações sobre a agenda feminista radical, tal como no seguinte:

“GÉNERO: DEFINA-O OU NÃO O USE

A palavra ‘género’ tornou-se politizada. Se vier a ser usado no texto, precisa ser definida para que todos possam concordar com o que ela significa.

Algumas feministas radicais utilizam ‘género’ em oposição a ‘sexo’. ‘Sexo’ significaria a realidade biológica do homem e da mulher. ‘Género’ significaria o condicionamento social e as práticas culturais associadas com a masculinidade e a feminilidade.

Aquelas que impõem essa definição fazem isso porque acreditam que todas as diferenças óbvias entre homens e mulheres não são naturais, mas sim provocadas pela ‘socialização opressiva do género’ e que as mulheres só serão livres quando não forem mais obrigadas por suas culturas a serem femininas.

Elas acreditam que, além disso, embora o ‘sexo’ seja fixo, as pessoas poderiam escolher o seu género.

Esta definição é uma declaração de guerra contra a feminilidade a natureza da mulher. A “perspectiva de género” é essencialmente uma interpretação neomarxista da história do mundo, dentro da qual a categoria de ‘género’, não mais de classe ou raça, passa a ser vista como a categoria fundamental da repressão, porque o ‘género’ transcenderia todas as demais categorias.

Sob a perspectiva de ‘género’ tudo passa a ser visto como parte da luta pelo poder entre homens e mulheres. A ‘perspectiva de género’, neste contexto, significa a ‘revolução da classe sexual’ das mulheres contra os homens.

Antes que as nações do mundo dêem o seu consentimento para uma Plataforma de Acção, que inclua a palavra ‘género’, elas devem pedir uma clara definição do termo ou substituir o termo ‘género’ por uma linguagem não ambígua.

Coalizão pelas Mulheres e pela Família.”

Os delegados pró-família, principalmente os das nações em desenvolvimento, queriam uma definição que incluísse referências aos dois sexos. As suas preocupações eram mais práticas do que filosóficas. Queriam assegurar-se de que não haveria nenhuma aceitação da homossexualidade escondida na definição. Os Estados Unidos, o Canadá e outros defensores da Agenda do Género queriam uma definição que se referisse aos papéis socialmente construídos.

Na primeira reunião, o debate emperrou imediatamente. Os delegados das Honduras, Benim, Malta e Santa Sé expressaram as suas preocupações com a definição de ‘género enquanto papéis socialmente construídos. Mercedes Wilson, a delegada da Guatemala, fez um apelo apaixonado por uma definição de ‘género’ que mencionasse especificamente dois sexos e não incluísse qualquer referência a “papéis socialmente construídos, determinados ou atribuídos”. Ela sugeriu que as palavras ‘sexo, masculino e feminino, homem e mulher’ poderiam substituir a palavra ‘género, como havia sido feito na tradução francesa.

A presidente do grupo de contacto, a Sra. Selma Ashipala da Namíbia, decidiu assumir a tarefa de escrever uma definição, apresentada no encontro seguinte. A sua definição dizia o seguinte:

 

A Conferência Preparatória determinou que o Grupo de Contacto buscasse um consenso sobre o significado de ‘género’, conforme é comumente entendido no contexto da Plataforma de acção, para que pudesse ser relatado directamente à Conferência de Pequim.

Tendo considerado a questão minuciosamente, o Grupo de Contacto observou:

  • A palavra género tem sido empregada e entendida em seu uso ordinário e geralmente aceito em numerosas instâncias e conferências da ONU;
  • Não há sinal de que algum novo significado ou conotação do termo, diferente do uso prioritariamente aceito, esteja planeado no rascunho da Plataforma de Acção;
  • No contexto da Plataforma de Acção o significado comumente entendido da palavra género refere-se aos papéis, socialmente construídos, desempenhados por homens e mulheres na sociedade.

Consequentemente, o Grupo de Contacto concordou em reafirmar que a palavra género, tal como foi usada na Plataforma de Acção da Quarta Conferência Mundial sobre Mulheres, está destinada a ser interpretada e entendida com é em seu uso ordinário e geralmente aceito.

O Grupo de Contacto concordou que este relatório seja lido pela presidente da Conferência, como declaração da presidência, e que a declaração faça parte do relatório final da Conferência.

O estranho nesta declaração é que ela não reflecte os factos. A declaração afirma que “a palavra ‘género’ tem sido comumente empregada e entendida em seu uso normal, geralmente aceito em numerosas instâncias e conferências da ONU”. Procurando em vários dicionários, pode-se encontrar que a primeira definição de ‘género’, que é também primária, se refere à gramática e descreve as palavras como pertencentes a ‘géneros’ masculino, feminino e neutro.

A definição secundária é equivalente a ‘sexo’, significando o masculino e o feminino. A definição de “papéis socialmente construídos, passíveis de serem modificados” não se encontra em qualquer dicionário de inglês ou de outra língua estrangeira. A definição de género como “papéis socialmente construídos, passíveis de serem modificados” não é o “seu uso ordinário, geralmente aceito”. O uso poderia ser geralmente aceito entre as feministas, mas elas dificilmente seriam ordinárias. Bella Abzug, no seu discurso aos delegados sobre o assunto, admitiu que o “significado da palavra género evoluiu”.

A segunda afirmação, segundo a qual “não há sinal de que algum novo significado ou conotação do termo, diferente do uso prioritariamente aceito, esteja planeado no rascunho da Plataforma de Acção”, também não reflecte os factos. Uma diferença substancial existia entre o modo como ‘género’ foi usado no rascunho de Pequim e o seu uso noutras conferências.

Não há nenhuma evidência de que esta mudança no significado de ‘género’ tenha sido discutida ou acordada entre os delegados da Assembleia Geral da ONU ou em qualquer uma das principais conferências da organização. O Estabelecimento de Género simplesmente o impôs, e estava claramente determinado a defender o que equivalia a um golpe.

A definição oferecida na terceira secção da afirmação, segundo a qual “género se refere aos papéis socialmente construídos, desempenhados e esperados por homens e mulheres na sociedade”, representou a total capitulação à ideologia feminista de ‘género’. Alguns delegados pró-género tentaram argumentar que isso apenas se referiria a situações em que era negado emprego arbitrariamente às mulheres, como no caso, por exemplo, dos pilotos de avião. Essa argumentação está em contradição com o próprio texto da Plataforma, onde o uso da palavra ‘género’ aparece em quase todos os parágrafos. A insistência na necessidade da “incorporação de uma perspectiva de género em todo programa”, assim como as referências à “análise de género”, ao “treinamento da sensibilidade de género”, às “questões de género”, aos “aspectos de género”, etc., deixam claro que o que está em jogo é muito mais do que saber se as mulheres podem ou não trabalhar como pilotos de avião.

Os delegados do grupo de contacto, diante das vigorosas objecções da Sra. Wilson, suprimiram a terceira secção, mas aceitaram o resto das afirmações. Assim, género é agora definido “como tem sido comumente usado e entendido”, mas nenhuma definição foi dada. Considerando que o grupo de contacto foi formado porque não havia um entendimento comum, isto é, para dizer o mínimo, uma ingenuidade.

É verdade que os delegados pró-família não foram forçados a aceitar a definição que incluía “papéis socialmente construídos”. Por outro lado, as promotoras da perspectiva de género não foram forçadas a admitir que só haveria dois sexos. A não-definição permitiu que a burocracia da ONU prosseguisse com o seu projecto de impor uma “perspectiva de género” ao mundo e de continuar a definir ‘género’ como “papéis socialmente construídos”. As promotoras da Agenda de Género consideraram a não-definição uma vitória, porque já haviam inserido o conceito de “papéis de género socialmente construídos” em dois outros parágrafos dentro do imenso documento de Pequim. O parágrafo 50 [48] refere-se à “rigidez dos papéis de género socialmente atribuídos”. No parágrafo 28 [27] pode ler-se, em parte:

 “As fronteiras da divisão de género no trabalho, entre os papéis produtivos e reprodutivos, estão a ser gradualmente cruzadas, à medida em que as mulheres começam a entrar formalmente nas áreas de trabalho dominadas por homens e os homens começam a aceitar maior responsabilidade nas tarefas domésticas, incluindo o cuidado com as crianças. Entretanto, as mudanças nos papéis das mulheres têm sido maiores e muito mais rápidas do que as mudanças nos papéis dos homens. Em muitos países, as diferenças entre as realizações e as actividades de mulheres e de homens ainda não são reconhecidas como consequências de papéis de género socialmente construídos, em vez de diferenças biológicas imutáveis”.

Mais tarde, certo número de delegados afirmaram não conseguir entender como este parágrafo pôde ter sido aceito na Conferência Preparatória. Alguns acreditam que o tamanho e a complexidade do rascunho fizeram parte de uma estratégia cuidadosamente planeada. Com tantas secções controvertidas no rascunho, muitas das quais foram propositadamente redigidas para assim o serem, os promotores da Agenda de Género podiam estar relativamente confiantes de que a coalizão pró-família se concentraria nas secções de saúde sexual e reprodutiva, e seriam incapazes de montar uma oposição efectiva aos outros aspectos da Agenda de Género.

.A última sentença do parágrafo 28 [27], afirmando que “em muitos países, as diferenças entre as realizações e as actividades de mulheres e de homens ainda não são reconhecidas como consequências de papéis de género socialmente construídos, em vez de diferenças biológicas imutáveis”, é o coração da Agenda de Género. É também comprovadamente falsa.

Muitas, embora nem todas, as diferenças entre as realizações e as actividades de homens e de mulheres são causadas por diferenças biológicas imutáveis. Os homens correm mais rápido, são fisicamente mais fortes, são melhores em matemática superior e no xadrez, são mais agressivos, e não ficam grávidos, nem amamentam. Os delegados dos países do terceiro mundo consideraram a mera sugestão de que não haja diferenças entre homens e mulheres como um absurdo. A Agenda de Género começa com a premissa de que as diferenças entre homens e mulheres são construções sociais e então continua com a exigência de que a premissa seja “incorporada” a todos os programas e a todas as políticas. De acordo com a “perspectiva de género”, já que as diferenças entre as realizações e as actividades dos homens e das mulheres são artificiais, elas podem e devem ser eliminadas.

Ainda que os defensores da família tenham rejeitado a ideia de que todas as diferenças entre homens e mulheres sejam construcções sociais, eles não abraçaram o ponto de vista oposto, isto é, o de que todas as diferenças sociais e culturais entre homens e mulheres são causadas por diferenças biológicas imutáveis que, portanto, não poderiam ser modificadas. A maioria acreditava que muitos factores, incluindo a biologia, a experiência de vida como homem ou mulher, a cultura, a tradição e as decisões livres da vontade, trabalham em conjunto para criar as diferenças entre homens e mulheres.

 

A sociedade, é certo, transmite certas expectativas às crianças, mas tais expectativas dificilmente são arbitrárias, nem podem ser arbitrariamente removidas ou substituídas por outras. As meninas transformar-se-ão em mulheres que poderão engravidar. Os meninos transformar-se-ão em homens que geralmente são mais fortes. Encorajar que as meninas busquem a supremacia nas actividades que requeiram extrema força corporal, ou os meninos a engravidarem ou a cuidar de bebés, seria uma estupidez e, de facto, as sociedades nunca o fizeram. Associar o cuidado dos bebés com as mulheres está longe de ser considerado arbitrário, quando se sabe que o choro do recém-nascido causa a produção do leite materno.

A posição pró-família sustenta o que pode ser mais bem descrito como “complementaridade integral”, afirmando que homens e mulheres são inteiramente iguais em humanidade, dignidade e direitos, mas diferentes e complementares em natureza. A raça humana só existe como masculino e feminino, e as diferenças entre os sexos dão à humanidade uma profundidade e uma visão que, de outro modo, lhe faltaria. A posição pró-família não é uma defesa rígida do passado, mas um esforço fundamentado para remover aquelas coisas que artificialmente limitam as mulheres, ao mesmo tempo em que protegem o direito das mulheres de serem diferentes.

Para as feministas de género, diferente é desigual, e desigual é injusto. Ignorando as diferenças dos sexos ou, pior, considerando-as como obstáculos, declaram guerra à natureza humana, tanto à natureza da mulher, como também à natureza do homem.

 

A AGENDA DE GÉNERO

Redefinindo a Igualdade, Condensado da obra de Dale O’Leary “The Gender Agenda” 1997, Vital Issues Press, Lafayette, Lousiana

 

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