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Ideologia de SEXO

A Ideologia de Género [SEXO] desintegra a família para parir um ser solitário e sem raízes: o consumidor e súbdito perfeito.

Ideologia de SEXO

A Ideologia de Género [SEXO] desintegra a família para parir um ser solitário e sem raízes: o consumidor e súbdito perfeito.

Regresso aos últimos dias de Pompeia

Fevereiro 28, 2021

Maria Helena

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Esta loucura da ideologia de género apresenta-se como algo moderno, mas, na verdade, é muito, muito antigo. Como ensina o PRESSE (programa que tem como população-alvo alunos e professores do 1º, 2º, 3º ciclos do ensino básico e ensino secundário, envolvendo também pais, encarregados de educação, pessoal não docente e restante comunidade):

Na pré-história o comportamento sexual era liberal. Em tribos que caçavam, a bissexualidade era comum. A virgindade feminina era pouco valorizada. As pessoas tinham liberdade para escolher os seus parceiros.

Claro que o PRESSE se esqueceu de mencionar que não era só a virgindade que não era valorizada, mas sim a mulher no seu todo, que qualquer macho podia acasalar com elas, quer elas quisessem quer não, e que eram eles que escolhiam livremente quem queriam usar para satisfazer as suas necessidades — mulheres, homens, crianças e até animais. Também não é mencionado que esses povos, pagãos, faziam sacrifícios humanos (principalmente de bebés) para apaziguar as divindades, e que as mulheres eram descartáveis e não tinham valor algum. Quanto à “bissexualidade ser comum”, faltam fontes fidedignas, mas ainda que fosse verdade isso não significa que era o comportamento correcto. Claro que o PRESSE também não mencionou que havia um pequeno povo, o povo de Deus, os Hebreus, que tinham práticas civis e morais instituídas por Deus e que viviam na contramão dos povos pagãos e idólatras.

Mas, nem precisamos ir tão longe para percebermos o quão nefasta é a ideologia de género e quais as trágicas consequências que sempre se abatem sobre os povos que abraçaram o seu princípio basilar — a imoralidade sexual.

Lembra-se do romance histórico “Os últimos dias de Pompeia”?

Há uma cena na qual um personagem diz ao outro: «Ione só tem um vício — ela é casta.» Essa expressão, ainda que num personagem fictício, resume bem a postura da sociedade em relação ao sexo antes da vinda de Jesus. Esta é a postura adoptada por muitos, nos dias de hoje, com o surgimento do neo-paganismo.

Ainda que os proponentes da ideologia de género encham a cabeça de professores, pais e alunos com esta falácia «o fortalecimento do cristianismo aumenta a quantidade de tabus sexuais na Europa», ignorando ou omitindo, propositadamente, que o judaísmo bíblico já defendia os valores que o cristianismo defende, a verdade é que o impacto do cristianismo sobre o sexo foi positivo ou negativo, dependendo de quem pergunta. O hedonista — antigo ou moderno — dirá que a fé cristã teve um desempenho terrível na questão do sexo. É só olhar para o cartaz que o movimento feminista/LGBQT exibe nas suas manifestações «Não pense na Bíblia quando fazemos amor!».

Claro que “amor” é algo muito mais nobre, sublime, responsável e sacrificial, do que satisfazer apetites e impulsos sexuais com quem e como se deseja.

Mas, a partir da perspectiva cristã, o sexo é sagrado, bom, prazeroso e totalmente recomendável no contexto do casamento. Qualquer desvio disso é errado. Embora a igreja de Roma tenha fomentado algumas heresias em relação ao sexo, com alguns líderes proeminentes a serem contra o sexo se este não visasse única e exclusivamente a procriação, os antecedentes gerais da igreja de Cristo são extremamente positivos.

Foi o cristianismo que ajudou a preservar a família como unidade básica da sociedade. Impediu que milhões de pessoas fossem contaminadas por doenças sexualmente transmissíveis e evitou muita infelicidade por parte daqueles que obedecem aos ensinamentos bíblicos. Ainda é isto que acontece hoje: muitos cristãos (infelizmente são cada vez menos) têm preservado a virgindade até ao casamento e são poupados de todos os tipos de doenças e aflições. Hoje, no rastro da revolução sexual, com a grande disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, muitas pessoas deveriam olhar para a Bíblia e perceber que ela está certa desde o princípio.

A pergunta que quero deixar é esta:

- Já não existem padrões morais em relação ao sexo?

Aos que respondem «Não!»:

Qual será a vossa postura quando os vossos filhos e filhas, menores, forem “amados”por adultos cuja (des)orientação sexual os leva a “fazer amor” com crianças e adolescentes?

 

O que diz quem doutrina os seus filhos em sala d'aula 👇

Fevereiro 26, 2021

Maria Helena

Eu tenho liberdade de cátedra e continuo a trabalhar com feminismo, questões LGBT e raciais...
 
Ou seja: A "stora" continua a impor aos filhos dos outros a sua posição político/ideológica relativamente à agenda progressista da sinistra.
A pergunta é: porque é que os conservadores não têm a mesma liberdade?
 
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Autodeterminação e expressão de género. Despacho 7247/2019, Artigo 8° explicado.

Fevereiro 26, 2021

Maria Helena

 

Artigo 8.º
Entrada em vigor
O presente despacho entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
30 de julho de 2019
A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade,
Rosa Filomena Brás Lopes Monteiro. O Secretário de Estado da Educação, João Miguel Marques da Costa.
 
Mais algumas perguntas:
 
  • Mudar o senso de identidade para combinar com o corpo e as suas características biológicas, É PRECONCEITO?
  • Então, mudar o sexo para combinar com o género, PODE e é RECOMENDÁVEL, mas mudar o género para combinar com seu corpo e o seu sexo, biologicamente determinado, É PRECONCEITO? NÃO PODE?
  • Se é errado tentar mudar a identidade de género de uma criança ou adolescente, porque esta é fixa e mexer com ela e danoso… Porque é que é moralmente aceitável alterar algo tão fixo e estabelecido como o corpo biológico? Algo tão fixo e estabelecido como o corpo biológico?
  • Dizer que não se pode mudar o género, pois isso é preconceito, porque a pessoa é assim… Mas, e o corpo? Não é assim? Porque é se se pode mudar o corpo, que é assim, fixo, e não se pode mudar o género?
O Estado deve parar imediatamente com experiências de engenharia social em crianças e ter a humildade de reconhecer a insensatez deste tipo de iniciativas legislativas. Os nossos filhos não são cobaias.
De acordo com o Dr. Pedro Afonso, médico psiquiatra:
 
Este é também um assunto de saúde pública, pois uma ideologia não pode sequestrar o ensino e as escolas para promover uma visão sectária da identidade sexual, despojada de qualquer orientação ética, e que pode levar a um aumento de casos de disforia de género em crianças e adolescentes.
Por conseguinte, é sempre desejável que haja uma coincidência entre a dimensão biológica e a dimensão psicológica/social da identidade sexual. É necessário criar condições para que as crianças e os adolescentes possam crescer livres e mentalmente saudáveis. Daí que qualquer iniciativa, inspirada por motivações políticas ou ideológicas, que dificulte essa harmonia, nas escolas públicas, confundindo ou desconstruindo pela doutrinação ideológica, corresponde a um acto eticamente reprovável. 

Quem pensa que o propósito deste decreto-lei até é louvável, já que visa respeitar as diferenças, desengane-se. O projecto é muito mais ambicioso. A ideia é mesmo acabar com todas as bases da nossa sociedade.

Penso inúmeras vezes na minha infância e adolescência… Quando era pequena tentei fazer xixi de pé, percebi que não dava e continuei a fazê-
lo sentada. Cresci como uma Maria rapaz que preferia as brincadeiras dos rapazes e acompanhava sempre o meu pai ao futebol. Na Escola, brincava com rapazes e com raparigas e nunca tive qualquer confusão quanto à minha sexualidade, sempre soube que era uma menina e que
viria a tornar-me uma mulher.
 
E se fosse hoje?
Bem, se a escola tivesse aqueles olheiros… Tava frita Não escapava ao rótulo e à tentativa de me conformar a outro sexo que não o meu.
 

Brevemente, na Escola dos seus filhos

Fevereiro 25, 2021

Maria Helena

Enquanto o SLB, o FCP e SCP forem mais importantes para os pais do que os próprios filhos, a ideologia de género avançará sem travão...
Brevemente, na Escola dos seus filhos 👇
 
A Human Rights Campaign (HRC), o maior grupo de activistas LGBT do mundo, está patrocinando seu anual “Jazz & Friends National Day of School and Community Readings”. O evento de 2021 [decorreu] na quinta-feira, 25 de Fevereiro, e professores, pais e bibliotecários [foram] incentivados a ler livros sobre transgenerismo para crianças do ensino fundamental [1º ciclo].
O evento nacional faz parte do programa “ Boas-vindas às Escolas ” do HRC , que cria recursos e treinamento para educadores do ensino fundamental [1º ciclo] para “abraçar todas as famílias, criar escolas LGBTQ e inclusivas de género, prevenir o bullying baseado em preconceito” e “APOIAR TRANSGÉNEROS E NÃO ALUNOS BINÁRIOS.”
 
PS: ALUNOS BINÁRIOS são todos os que se identificam com o sexo com que nasceram e afirmam que só há dois sexos, masculino e feminino.
 
 
National Education and Library Groups Co-Sponsor Transgender Reading Day for Elementary School Children
 

O cerco aperta-se

Fevereiro 25, 2021

Maria Helena

O cerco aperta-se.
Eu sei que é lá, mas também será cá 😢 Aliás, no McDonald's já é proibido, há anos, perguntar se o brinquedo do Happy Meal é para menino ou para menina.
Projecto de lei da Califórnia exige lojas "neutras ao género" e multas de US $ 1.000 para lojistas que tenham departamentos de brinquedos separados para "meninos" e "meninas".
 
A young girl plays with a Mattel Inc. Barbie doll in Tiskilwa, Illinois, U.S., on Wednesday, July 1, 2015. Mattel Inc. is expected to report quarterly earnings on July 16, 2015. Photographer: Daniel Acker/Bloomberg via Getty Images
 

Autodeterminação e expressão de género. Despacho 7247/2019, Artigos 6° e 7° explicados.

Fevereiro 25, 2021

Maria Helena

 

Artigo 6.º
Formação
As escolas devem promover a organização de acções de formação dirigidas ao pessoal docente e não docente, em articulação com os Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE), de forma a impulsionar práticas conducentes a alcançar o efectivo respeito pela diversidade de expressão e de identidade de género, que permitam ultrapassar a imposição de estereótipos e comportamentos discriminatórios.

Quais estereótipos?
Alimentar a confusão sexual de crianças e deixá-las acreditar que são de outro sexo que não daquele com o qual nasceram?
Mudar o sexo para combinar com o género, mas NUNCA mudar o género para combinar com seu corpo e o seu sexo, biologicamente determinado?

Artigo 7.º
Confidencialidade
As escolas devem garantir a confidencialidade dos dados dos jovens que realizem o processo de transição de género.

Difícil, é conciliar este artigo com o artigo 5º

Livro #Éhoradospais

Fevereiro 22, 2021

Maria Helena

Porque é que o Estado, em vez de forçar a ideologia de género na Escola, não começa por fazer obras nas casas de banho para garantir a privacidade de todos os alunos?
Então, um rapaz, com todos os atributos de rapaz, que se identifica como mulher e mantém as a suas características sexuais masculinas, pode tomar banho, nu, junto com as meninas?
Entrar na mesma casa de banho? Rapazes com meninas?
Quem é que assegura a vontade expressa, a intimidade e a singularidade das crianças que se identificam com o sexo com que nasceram e não querem ter pessoas do outro sexo a tomar banho com elas e a invadir a sua intimidade?
Um jovem que se sinta uma jovem pode entrar nos balneários femininos, e vice versa?
E quando são do género fluído? Entram naquela que sentem ser naquele momento?

Leia mais👇

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Autodeterminação e expressão de género. Despacho 7247/2019, Art. 5° explicado.

Fevereiro 22, 2021

Maria Helena

Artigo 5.º
Condições de proteção da identidade de género e de expressão

1- Tendo em vista assegurar o respeito pela autonomia, privacidade e auto determinação das crianças e jovens, que realizem transições sociais de identidade e, procurando:
a) Estabelecer a aplicação dos procedimentos para mudança nos documentos administrativos de nome e/ou género auto atribuído, em conformidade com o princípio do respeito pelo livre desenvolvimento da personalidade da criança ou jovem em processo de transição social de género, conforme a sua identidade auto atribuída;

De acordo com a legislação já em vigor, enquanto a identidade não for oficialmente mudada no registo civil, o nome que figura no cartão de cidadão não continua a ser o único aceite em situações oficiais?

b) Adequar a documentação de exposição pública e toda a que se dirija a crianças e jovens, designadamente, registo biográfico, fichas de registo da avaliação, fazendo figurar nessa documentação o nome adoptado, de acordo com o prev isto no n.º 2 do artigo 3.º da Lei n.º 38/2018, de 7 de agosto, garantindo que o mesmo não apareça de forma diferente da dos restantes alunos e alunas, sem prejuízo de nas bases de dados se poderem manter, sob confidencialidade, os dados de identidade registados;

Parece-vos viável que, simultaneamente, as Escolas conformem os documentos administrativos de exposição pública com o nome auto atribuído (…) e garantam que “o mesmo não apareça de forma diferente da dos restantes alunos”?

Inevitavelmente, “o nome dos alunos em transição de género não aparecerá grafado de forma diferente da dos restantes, cujos nomes surgirão sem qualquer inicial, completos, tal como constam das bases de dados das Escolas“?

A mudança do nome nos documentos de exposição pública enquanto se mantém o nome oficial para outras situações não vai criar nas escolas “a situação absurda de o mesmo aluno ter dois nomes”?

Para uns efeitos, o aluno será identificado com o nome que consta do cartão de cidadão, para outros, será identificado com o nome auto atribuído?

Isto não é "uma entorse administrativa que só pode dar origem a confusão e a uma desnecessária exposição dos alunos"?

E os que são do género fluído? Mudam de identidade de acordo com a fluidez do género?

c) Garantir que a aplicação dos procedimentos definidos nas alíneas anteriores respeita a vontade expressa dos pais, encarregados de educação ou representantes legais da criança ou jovem.

2 - No âmbito das medidas conducentes à adopção de práticas não discriminatórias, devem as escolas emitir orientações no sentido de:
a) Fazer respeitar o direito da criança ou jovem a utilizar o nome auto atribuído em todas as actividades escolares e extra escolares que se realizem na comunidade escolar, sem prejuízo de assegurar, em todo o caso, a a dequada identificação da pessoa através do seu documento de identificação em situações que o exijam, tais como o acto de matrícula, exames ou outras situações similares;

E os que são do género fluído? Têm direito a ter uma identificação para cada fase do sentimento? E os que sentem que não têm género? Como se identificam?

b) Promover a construção de ambientes que na realização de actividades diferenciadas por sexo permitam que se tome em consideração o género auto atribuído, garantindo que as crianças e jo vens possam optar por aquelas com que sentem maior identificação;

Rapazes, que se sentem meninas, podem competir com as meninas?
Não é verdade que os rapazes têm maior força física do que as meninas?
Não poderão os rapazes humilhar as meninas nas competições desportivas?
Mais uma vez, convém pensar nos de género fluído. Como serão avaliados se a cada dia competirem numa categoria diferente?

c) Ser respeitada a utilização de vestuário no sentido de as crianças e dos jovens poderem escolher de acordo com a opção com que se identificam, entre outros, nos casos em que existe a obrigação de vestir um uniforme ou qualquer outra indumentária diferenciada por sexo.

E os que são do género fluído? Têm direito a vestir-se de acordo com o que sentem em cada momento? Hoje, menino, amanhã menina?

2 - No âmbito das medidas conducentes à adopção de práticas não discriminatórias, devem as escolas emitir orientações no sentido de:
a) Fazer respeitar o direito da criança ou jovem a utilizar o nome auto atribuído em todas as actividades escolares e extra escolares que se realizem na comunidade escolar, sem prejuízo de assegurar, em todo o caso, a a dequada identificação da pessoa através do seu documento de identificação em situações que o exijam, tais como o acto de matrícula, exames ou outras situações similares;

E os que são do género fluído? Têm direito a vestir-se de acordo com o que sentem em cada momento? Hoje, menino, amanhã menina?

3 - As escolas devem garantir que a criança ou jovem, no exercício dos seus direitos, aceda às casas de banho e balneários, tendo sempre em consideração a sua vontade expressa e assegurando a sua intimidade e singularidade.

Porque é que o Estado, em vez de forçar a ideologia de género na Escola, não começa por fazer obras nas casas de banho para garantir a privacidade de todos os alunos?
Então, um rapaz, com todos os atributos de rapaz, que se identifica como mulher e mantém as a suas características sexuais masculinas, pode tomar banho, nu, junto com as meninas?
Entrar na mesma casa de banho? Rapazes com meninas?
Quem é que assegura a vontade expressa, a intimidade e a singularidade das crianças que se identificam com o sexo com que nasceram e não querem ter pessoas do outro sexo a tomar banho com elas e a invadir a sua intimidade?
Um jovem que se sinta uma jovem pode entrar nos balneários femininos, e vice versa?
E quando são do género fluído? Entram naquela que sentem ser naquele momento?

Sim, porque não é preciso “mudar de sexo” basta sentir.

 

Autodeterminação e expressão de género. Despacho 7247/2019, Artigo 4° explicado.

Fevereiro 19, 2021

Maria Helena

Artigo 4.º
Mecanismos de detecção e intervenção
1- As escolas devem definir canais de comun icação e detecção, identificando o responsável ou responsáveis na escola a quem pode ser comunicada a situação de crianças e jovens que manifestem uma identidade ou expressão de género que não corresponde à identidade de género à nascença.

Tipo: um olheiro como os olheiros de futebol? Quem é que vai detectar a identidade ou expressão de género, profundamente sentida, do indíviduo? Baseados em quê? Se um menino gostar de brincar com bonecas, é menina?

De acordo com a alínea c, do artigo 5º, não se deve recorrer também a estes procedimentos apenas quando a vontade expressa dos pais, encarregados de educação ou representantes legais da criança ou jovem, assim o exijam?

Ou quando o aluno se encontre em situação de perigo?

Caso contrário, não há o risco de violar a privacidade da criança ou jovem em questão?


Os mecanismos de detecção e intervenção previstos no art.º 4.º não podem tornar mais visíveis situações e opções dos jovens a que os próprios não querem dar visibilidade, mas sim manter privadas?

2- A escola, após ter conhecimento da situação prevista no número anterior ou quando a observe em ambiente escolar, deve, em articulação com os pais, encarregados de educação ou com os representantes legais, promover a avaliação da situação, com o objectivo de reunir toda a informação e identificar n ecessidades organizativas e formas possíveis de actuação, a fim de garantir o bem estar e o desenvolvimento saudável da criança ou jovem.

E se a família preferir levar o seu filho a um psicólogo/psiquiatra para que a criança aceite o seu sexo de nascença e se identifique com ele?

E se a família não aceitar que o olheiro da escola diga ao seu filho que ele pode ser o que não é?

Porque é que a escola não se limita a respeitar o disposto no art. 5º, alínea c?

 

“Lágrimas de crocodilo”

Fevereiro 19, 2021

Maria Helena

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Todos aqueles que têm acompanhado o caso surgido na escola dos meus filhos Tiago e Rafael por estes não participarem nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento estarão recordados das palavras proferidas pelo Senhor Secretário de Estado, Dr. João Costa, quando foi interpelado pelo Senhor Deputado Duarte Marques (PSD) na audição parlamentar: "Mentiras e omissões"; “O Ministério da Educação não tem competência para chumbar alunos.”; “A primeira mentira é que existe um despacho a mandar chumbar os alunos” [1] entre outras de carácter difamatório de que destacamos “João Costa … acusa os pais de dois alunos de Famalicão de utilizarem os filhos numa campanha ideológica“ [2].

Pois é, esqueceu-se o Senhor Secretário de Estado de dizer naquela audição parlamentar e aos Portugueses que o que à altura se estava a passar foi em consequência do despacho por si homologado, exarado a 16.01.2020, que exprimiu concordância sobre a informação nº 19/GSEAE/20, de 10.01.2020, que em jeito de “quero posso e mando” sentenciava a retenção e retrocesso dos meus filhos para o ano que frequentaram em 2018/2019  – não, o Senhor Secretário de Estado nunca quis reter nem fazer retroceder em dois anos lectivos os meus filhos!

“Lágrimas de crocodilo”

Curiosamente, por princípios de Setembro passado, o Senhor Secretário de Estado, Dr. João Costa, surpreendeu-nos mais uma vez ao dizer que o Ministério da Educação nunca teve intenção de reter e fazer retroceder o Tiago e o Rafael e que estes iriam iniciar o próximo ano lectivo no 7º e 9º ano respectivamente [3] (parece que agora terá sido atribuída esta competência ao Ministério!). O Senhor Secretário de Estado só não disse que a isso foi forçado mercê da providência cautelar que entrepusemos para travar o despacho acima referido, por si homologado e, consequentemente, travar também os despachos emitidos pelo Director do AECCB - Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco (“Pau Mandado” – qual autonomia das escolas?)  que previam a retenção e retrocesso do Tiago e do Rafael para o ano lectivo que frequentaram em 2018/2019 (do qual haviam transitado com média de “5”), assim como no ano lectivo 2019/2020, em que igualmente obtiveram média de “5”.

“Lágrimas de crocodilo”

Como se o que acima exposto não bastasse (os factos são inegáveis)!

Há dias, foi proferida a sentença pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) no processo cautelar que entrepusemos para o efeito, que ditou a suspensão dos despachos acima referidos – despacho homologado pelo Senhor Secretário de Estado Dr. João Costa e os despachos do AECCB – “com a manutenção dos alunos no ano escolar que frequentam atualmente, progredindo normalmente caso sobrevenha outro(s) ano(s) letivo(s), até ao trânsito em julgado da decisão, que venha a ser proferida na ação principal” (reclamação de direitos). Cantamos vitória!

Pois é, é que devem os leitores deste nosso depoimento ficar a saber que o Ministério da Educação recorreu desta sentença do TAFB!

O que visa o Ministério da Educação com este recurso ou, melhor, o que podem alcançar com este recurso? Recuperar a intenção, obsessiva, de fazer retroceder o Tiago e o Rafael para o ano lectivo que frequentaram em 2018/2019 o que, à data, representa já quase 3 anos lectivos!

Tanto mais que a acção principal ainda prossegue! O que torna este recurso verdadeiramente ridículo.

Por trás deste recurso, só poderá estar o propósito ditatorial de, a todo o custo, quererem intimidar para impor a participação dos nossos filhos na referida disciplina de Cidadania e Desenvolvimento contra a nossa consciência, ao atropelo dos direitos, liberdades e garantias (matéria ainda em discussão na acção principal) de que gozamos enquanto pais.

“Lágrimas de crocodilo”

Face à sentença do TAFB, acima referida, no que se refere às providências cautelares e ao recurso agora submetido pelo Ministério da Educação, será de esperar a inquietação dos senhores deputados do PS ou de outro partido, sobre as verdadeiras intenções deste Ministério, porque a obsessão em poder cantar vitória sobre uma sentença tão hedionda no caso hipotético de uma sentença favorável a este recurso (retrocesso do Tiago e do Rafael para o ano lectivo que frequentaram em 2018/2019) pode de facto colocar em causa o bem-estar e desenvolvimento integral destes dois bons rapazes! Facto este que fica muito aquém do que no passado mês de Setembro inquietou tanto um punhado de deputados [4].

A ver vamos.

Brufe VNF, 15 de Fevereiro de 2021.

Artur Mesquita Guimarães

 
[1] https://observador.pt/2020/07/21/secretario-de-estado-nega-ter-mandado-chumbar-dois-alunos-do-quadro-de-honra-de-famalicao/
[2] https://www.plataforma-rn.org/2020/09/06/pedido-destituicao-do-senhor-secretario-de-estado-dr-joao-costa/
[3] https://www.publico.pt/2020/09/08/sociedade/noticia/alunos-excesso-faltas-cidadania-desenvolvimento-vao-transitar-ano-1930872
[4] https://www.plataforma-rn.org/2020/09/11/noticias-e-artigos-que-merecem-resposta/



Mais desenvolvimentos sobre o caso em:
https://www.plataforma-rn.org/

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